mercredi, novembre 19, 2003
Cascar mais no Ferro!
O senhor deputado Ferro Rodrigues é economista. Assim sendo, eu sei, acredito, que o homem sabe como se processam os ciclos económicos e quanto tempo duram os efeitos de um erro de política económica – socialista -, nos bolsos dos cidadãos. Logo, restam-me poucas possibilidades, sempre que o oiço a colar as culpas da estagnação económica ao actual Governo: ou o homem é hipócrita, demagogo, mente economicamente, ou é um obsessivo do gasto do erário público.
A despesa pública, ou mesmo um avultado investimento público (tirando a Ponte Vasco da Gama e a colecção de estádios de futebol – que não deverão servir para nada após o Euro 2004 -, não me lembro de mais nada de peso nos últimos anos), como mesmo as gentes de esquerda sabem, só serve de alavanca a um país por seis meses. Depois desse espaço temporal, o efeito dissipa-se. Tem de se voltar a gastar dinheiro aos cofres públicos para se manter igual nível de emprego e de crescimento. Entra-se num ciclo vicioso, do qual é difícil sair.
A ideia de aumentar o emprego e o PIB através de aumentos na despesa pública, só é possível se for contínua. O que é impossível e indesejável, mesmo no curto prazo; não leva país algum a lado algum.
Ora, com o fim – graças a Deus e aos eleitores -, da era Guterres, acabou-se com o aumento descontrolado da despesa pública e o aumento contínuo da despesa corrente, gerando, é claro, mais desemprego.
É lógico que a manutenção do emprego, falso, se tornou insustentável, através do contínuo aumento da despesa. A diferença entre o PIB nominal, real e potencial passou a sentir-se, de uma forma mais explícita, nos bolsos dos portugueses.
A culpa não é deste Governo – que já tem algumas culpas no cartório. É dos socialistas.
O Governo socialista foi dos mais intervencionistas da última década. Conseguiu mesmo superar os «socialistas» de Cavaco Silva. Atravessou-se em quase todos os mecanismos económicos; partidarizou os centros intermédios de poder; estimulou a subsídio-dependência; perturbou o funcionamento de muitos mercados sectoriais; interferiu em negócios de agentes privados; tentou escolher os parceiros estratégicos de grupos empresariais privados; geriu as parcerias das suas empresas estratégicas como quem joga ao monopólio.
CC
abcd2003@tiscali.fr
A despesa pública, ou mesmo um avultado investimento público (tirando a Ponte Vasco da Gama e a colecção de estádios de futebol – que não deverão servir para nada após o Euro 2004 -, não me lembro de mais nada de peso nos últimos anos), como mesmo as gentes de esquerda sabem, só serve de alavanca a um país por seis meses. Depois desse espaço temporal, o efeito dissipa-se. Tem de se voltar a gastar dinheiro aos cofres públicos para se manter igual nível de emprego e de crescimento. Entra-se num ciclo vicioso, do qual é difícil sair.
A ideia de aumentar o emprego e o PIB através de aumentos na despesa pública, só é possível se for contínua. O que é impossível e indesejável, mesmo no curto prazo; não leva país algum a lado algum.
Ora, com o fim – graças a Deus e aos eleitores -, da era Guterres, acabou-se com o aumento descontrolado da despesa pública e o aumento contínuo da despesa corrente, gerando, é claro, mais desemprego.
É lógico que a manutenção do emprego, falso, se tornou insustentável, através do contínuo aumento da despesa. A diferença entre o PIB nominal, real e potencial passou a sentir-se, de uma forma mais explícita, nos bolsos dos portugueses.
A culpa não é deste Governo – que já tem algumas culpas no cartório. É dos socialistas.
O Governo socialista foi dos mais intervencionistas da última década. Conseguiu mesmo superar os «socialistas» de Cavaco Silva. Atravessou-se em quase todos os mecanismos económicos; partidarizou os centros intermédios de poder; estimulou a subsídio-dependência; perturbou o funcionamento de muitos mercados sectoriais; interferiu em negócios de agentes privados; tentou escolher os parceiros estratégicos de grupos empresariais privados; geriu as parcerias das suas empresas estratégicas como quem joga ao monopólio.
CC
abcd2003@tiscali.fr